Mãe, não quero ir à escola! Como lidar? Nossa diretora dá cinco dicas.

EDUCADORA INFANTIL DÁ DICAS PARA LIDAR COM A FASE DAS MORDIDAS NA INFÂNCIA
Por Camila Queres
Por volta de um ano e meio de idade até os três anos, as crianças começam muitas vezes a ter o comportamento de morder para expressar um sentimento ou porquê estão num pico de energia. Como lidar com essa fase? Aqui a educadora infantil Camila Queres, do canal CriaMinha, dá cinco dicas aos pais:
Tente detectar o padrão de comportamento. Observe em que momento a mordida aparece. É num pico de energia, em um o momento de estresse ou numa demonstração de afeto? Detectar o padrão de comportamento é muito importante para atuação no campo da prevenção.
Converse com a criança sobre a mordida de uma forma geral, ampla, sem entrar em detalhes dos acontecimentos.
Existem muitos livros e muitas histórias que trabalham a mordida de forma lúdica. A criança aprende de uma forma leve e gostosa.

Livros que recomendo: A jacarezinha que mordia Autora- Emilia Nunes, Morde não Autora- Rose Borges, Morde não Napoleão Autora- Joyce M. Rosset, Só me diz por que não devo morder. Autora- Sara Agostine.
Não mordisque a criança como sinal de carinho. Essa atitude pode fazer com que seu filho associe afeto com mordida e reproduza esse comportamento.
E, por último, não rotule, não converse sobre o tema mordida de forma cômica na frente da criança ou com tom de preocupação; assim a criança não ganha atenção demasiada por um comportamento negativo que é justamente o que queremos inibir.

 

Sobre Camila Queres – Idealizadora do berçário escola Toddler Desenvolvimento Infantil , a educadora infantil Camila Queres trabalha há mais de 15 anos na área de educação. É formada em Letras pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e tem pós-graduação em Gestão e Educação. Entre os colégios que atuou estão a Escola Britânica do Rio de Janeiro e a Chapel School, em São Paulo. Hoje, além de comandar o berçário escola Toddler Desenvolvimento Infantil, faz a gestão do berçário corporativo da Unilever. Também é mãe de Bento (2 anos) e de Joaquim (1 ano).

Link do vídeo: https://youtu.be/3Mdep0q0kJI

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Um dos maiores prazeres que esta coluna me dá é usar a força e o enorme peso deste jornal para discutir pautas fora da caixa. Um das discussões de ponta hoje no mundo, não nas principais economias, mas no que eu chamo de principais sociedades, como as nórdicas, é o foco em bebês. A maioria das pessoas tem filhos no momento de sua vida profissional em que elas têm menos tempo para ser pai ou mãe. Mas são justamente os primeiros 18, 24 meses dos bebês que os estudiosos do assunto chamam de “momento Harvard”. A gente dá tudo na vida para colocar os filhos na USP, na FGV, no Insper, em Harvard, em Stanford. Mas é do zero aos 18 meses que o chip Harvard é colocado neles. Por isso é fundamental que casais modernos e futuros pais se informem sobre esse rico debate que se trava hoje no mundo avançado. Um debate que deve gerar políticas públicas modernas e práticas familiares modernas também. O cérebro humano se desenvolve muito rapidamente logo depois do nascimento, atingindo quase metade do seu tamanho adulto com apenas poucos meses de vida. É uma máquina de conhecimento que precisa ser cuidada e estimulada desde cedo. O bebê não pode ficar só ao cuidado de terceiros, da TV ou da Galinha Pintadinha. Cantar para o bebê é fundamental. Incentivá-lo em avanços cognitivos é imprescindível. Ser um pai e uma mãe modernos é dedicar atenção ao bebê justamente naquela hora em que se chega em casa completamente exausto. Conheço esses problemas e fui muitas vezes omisso terceirizando esse cuidado. Hoje está mais do que provado que é o casal, a família e eventualmente um profissional modernamente orientado que vão fazer com que o bebê se desenvolva intelectualmente naquele momento Harvard, naquele momento de fundação de prédio. Se você está grávido, futuro papai ou futura mamãe, “google” tudo sobre esse assunto. Consulte o site Raising Children Network, custeado pelo governo australiano. O governo de lá, como o de muitos países desenvolvidos, estimula como pode e com cada vez mais recursos a reprodução de seus cidadãos. A Suécia, o país mais avançado da União Europeia nesse assunto, foca a assistência e os benefícios tanto na mãe quanto no pai, garantindo que ambos possam exercer os mesmos direitos e cumprir as mesmas obrigações nesse período tão importante não só para o bebê mas para toda a família. Os resultados mostram que estão no caminho certo. Veja também uma excelente entrevista da ex-secretária de Estado americana e recém-vovó Hillary Clinton para a TV CNN sobre o assunto. Minha mãe, engenheira formada em 1957 e que me teve em 1958, cantava para me pôr a dormir. Na entrevista, Hillary conta como essa prática de ninar é importante para os bebês. E não é só a vida acadêmica que começa a ser moldada quando se é um bebê. Outro dia o “New York Times” divulgou uma série de novas pesquisas apontando que os hábitos alimentares estabelecidos quando nós ainda somos bebê têm enorme influência no que comeremos durante toda a vida. Nessa era em que cada vez mais somos o que nós comemos, é bom prestar muita atenção no que seu bebê está comendo ou no que você está dando para ele comer, pois ali está nascendo o padrão alimentar do seu filho para o resto da vida dele. E, claro, não crie seus bebês apenas para o futuro. É preciso criá-los para o presente também. Nós não temos que dar aos bebês brinquedos que os deixem entretidos e quietos, mas motivados, articulados e pensativos. E falar com eles quando pensamos que eles não estão escutando. Os bebês compreendem a linguagem muito antes de aprender a falar. Agora que eu me preparo para ser avô num futuro próximo, vou estudar para isso. Para poder ajudar meus filhos modernamente atarefados, dividindo com eles a tarefa de dar ao bebê seu primeiro diploma: um cérebro afiado para tudo mais.